Zueiras no hospital - pt. 2
Onde paramos? Oh sim, fui pra enfermaria.
Lembra o que eu tinha dito sobre médicos gätz? Entãao. A esse ponto eu já tava MUITO descabelada meixxmooo, tinha ficado deitada, em pé, sentada, uma loucura, isso acaba com o cabelo. E bem numa hora dessas aparece uma criatura enviada por Afrodite pra enlouquecer uma guria internada. O que estraga é o sotaque, um puta sotaque carioca. Mas quem liga? Eu já tava ouvindo tudo distorcido mesmo.
Quando soube que eu ia ficar internada, mandei papai e meu irmão pra casa, era crueldade demais fazer homens em plena idade reprodutiva ficarem em um hospital em pleno feriado da Proclamação da República. Meu irmão, não meu pai.

Daí em diante eu nem lembro muita coisa. Lembro que o dr. Felipe (acho que era isso) sempre ia me visitar, medir minha temperatura, ver se tava tudo bem. Quando eram quase 7h da manhã ele tava indo embora, passou na enfermaria pra ver como eu tava. Ele não era méedico médico, era estagiário, assim como todos os bonitões que aparecem na Pediatria sempre.

Um capítulo a parte se deu por todas as pessoas que passavam no meu quarto virem minha idade e se chocarem por eu estar sozinha. Oi? Por quê? "Mocinha, você não tá acompanhada?" "Não senhor/a, mandei meu pai pra casa pra mamãe não ficar sozinha, sabe como é". Mas a gente supera o trauma.

10h me deram auta. Eu não tinha mais febre, vômito, nada e, a esse ponto, a Segurança SUPER gente-bôua já tinha me arranjado uma chuquinha pro cabelo que eu estou usando nesse momento. Valeu, moça!
Mas eu pensava que ia voltar lá de novo? Claro que sim, eu sempre espero o pior.

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