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Algo me diz que não há formas de ser feliz se não for em teus braços.
Eu tento, eu fujo. Eu penso em mil possibilidades de correr desse visível destino por nenhum motivo aparente.
Não que não me agrade. Longe disso! Talvez eu tenha medo. Medo do bicho-papão que você guarda. Medo de te perder pra você. Por isso que eu insito tanto em te conhecer, em não ser devorada pela esfinge.
Sei que você não tá acostumado. Sei que vai ser difícil pra nós dois essa falta de costume. Você em ser ~invadido~ assim, eu em não entender uma pessoa, ainda mais a que amo.

Engraçado que, por mais que eu procure em minha mente fatos e fatos pra me provarem de que não devemos ficar juntos, eu lembro que nosso abraço tem o encaixe perfeito. Seu peito se encaixa pouco abaixo do meu pescoço. Meus seios no seu tórax. Sua pélvis na minha barriga. Seus braços abrigam perfeitamente o meu corpo pequeno. Eu lembro que, apesar de você não falar, eu sei quando você tá mal. Eu lembro que você foi o responsável por desencadear uma série de mudanças no meu pensamento.

Nunca te vi bem. O que, mais uma vez, me leva para um mundo de devaneios, que tentam achar um culpado – mesmo que ele seja eu. E se eu te faço mais mal do que bem? E se eu te tirei do teu mundinho só pra te fazer sofrer?

I'm such a bitch.

Caixa de Pandora, sabe?

Deve ser.

Mas ainda assim, a caixa que você possui, manuseia. Tem poder sobre. E, pra completar, quer controlar todos os males que nela residem. A caixa que só é completa em teus braços.

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