Tudo ainda me parece irreal. O jeito como te via, distante, impalpável. Pensei que nunca conseguiria te dizer "eu te amo" sem medo de perder sua amizade. Fico revendo o que passamos juntos. Parece que vejo de um corpo alheio, como se não tivesse feito parte, como se tudo realmente não passasse de um sonho. Sério mesmo que agora te chamo de "mô"? Sério que é teu beijo que me faz perder a noção de tempo-espaço, me desconcentra, desloca, enlouquece?
Não consigo não me emocionar quando você diz que meu sorriso é encantador, que te faz feliz, ou quando demonstra tanto amor. É difícil imaginar que um ser tão perfeito com você realmente me ame, mas, caramba, ama. E ama de verdade. E é recíproco. Não é louco, meu amor?
Não. Não exatamente. É louco, mas é tão real e tão tangível que a todo instante me pego pensando nessa loucura toda – de realidade e tangibilidade.
Se for um sonho, por favor, não me acorde. Mas, se for tão real quanto não parece ser, me mantenha bem acordada, pra que eu possa olhar em seus olhos e te dizer, com os meus olhos cheios, o quanto eu te amo.
(0h11)
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